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Escutei uma frase essa semana de uma astróloga, que me chamou a atenção: Eva tem ciúmes de Lilith, pois é totalmente livre, como foi a primeira mulher da criação, nasceu como o homem, a imagem de semelhança, sem nada que a prendesse. Lilith tem ciúmes de Eva, pois Eva tem onde deitar seu ombro. Eva, feita da costela de Adão, diz que não teria a liberdade de Lilith já que é parte do outro.
Esse mesmo falando de mitos, retrata uma realidade submersa da grande maioria das mulheres. A liberdade, a ousadia e ainda a necessidade de um conforto.
E assim seguimos com imagens no nosso subconsciente, como da Cinderela que em uma vida totalmente subjugada, explorada, em um momento encontra a Fada Madrinha e seu príncipe encantado que a leva para uma vida de realeza e alegrias para sempre.
Em uma educação me pergunto, quais os valores passados para gerações... o que ainda não aprendemos que nos aprisiona em imagens que nada tem a ver com a realidade de qualquer tempo.
Nossa mente está cercada de histórias, onde a salvação está na espera do outro. 2022... ainda vejo muita gente esperando isso. E não são mulheres de 15 anos, são mulheres maduras, que já experimentaram mil relacionamentos, casaram, descasaram e ainda tem na imagem alguém que as salva dos perigos do mundo.
Enquanto a liberdade nos acompanha, muitos sentimentos ainda estão presentes. O Dia Internacional da Mulher é uma comemoração de direitos trabalhistas, de igualdade de posição. Houveram muitas conquistas desde então, porém, os salários ainda concedem diferenças no mesmo cargo para homens e mulheres. A Violência ainda bate nos lares, e muitas preferem ficar sozinhas do que se sentirem ameaçadas emocionalmente ou fisicamente.
Não podemos esquecer, jamais de duas mulheres incríveis, Maria mãe de Jesus e Maria Madalena, que ficou até os últimos segundos e foi a primeira a ver a sua ressurreição, como parte de uma nova vida que se deu em todo o Cristianismo primitivo. Épocas sombrias, fortes, cultas e sensíveis, que marcaram milênios e são veneradas por muitos povos em todo mundo como um feminino sagrado.
Para onde iremos: não sabemos. Muitas se calam com seus parceiros, não falam de sexo e suas necessidades. Muitas decidiram seguir sozinhas, ou entenderam o amor como uma fase, sem exigir o famoso véu e grinalda e toda a festividade social do acasalamento. Muitas sonham todos os dias, com algo sublime. Muitas trabalham e educam sozinhas seus filhos. Muitas encontraram, em algum momento, alguém que seja o goleiro com quem pode confiar a defesa.
Entre a liberdade e o aconchego estamos entre Lilith e Eva. E essa novela vai longe...